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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A Noção De Cultura Nas Ciências Sociais

Em seu texto “A noção de cultura nas ciências sociais – Gênese social da palavra e da ideia de cultura”, Denys Cuche discute a origem da palavra cultura e sua importância semântica para o desenvolvimento e evolução da cultura.

A palavra tem origem francesa e significava somente um estado, ou seja, o cuidado dispensado ao campo ou ao gado, estado de cultivo do campo. Somente a partir do século XVI ela passou de ser um estado para ser uma ação, no caso, o fato de cultivar a terra.

Para o autor a não equivalência da palavra cultura em algumas línguas não significa que as sociedades desses locais não a possuem, mas elas não sentem a necessidade de saber se têm ou não uma cultura. O autor destaca que para chegarmos ao conceito atual de cultura é preciso realizar sua gênese social, ou seja, colocar em evidência a história da palavra cultura e a história das ideias.

Cuche revela que com o passar do tempo a cultura “se libera de seus complementos e acaba por ser empregada só para designar a formação, a educação do espírito”.

A partir do pensamento Iluminista que chegamos ao conceito de cultura que conhecemos atualmente. Os iluministas concebiam a cultura como algo distintivo do homem, ou seja, por ser um movimento priorizando a razão, a cultura para os Iluministas é a “soma dos saberes acumulados e transmitidos pela humanidade”. Para eles a palavra cultura é associada aos conceitos de evolução, de progresso.

Por conta dessa ideia a utilização da palavra cultura entra em conflito com o uso da palavra civilização, ou seja, elas podem ser consideradas como um centro de reflexão, esperança religiosa.

Denys destaca ainda o conflito das concepções de cultura, a alemã e a francesa, uma particularista e outra universalista, respectivamente. Esse dois conceitos de cultura serviram para definir a concepção de cultura no mundo contemporâneo.

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